Em nosso 4º capítulo da série sobre Reforma da Previdência, um dos temas mais questionáveis: a influência da reforma sobre recolocação ao mercado de trabalho e os reflexos nos recolhimentos ao INSS. Vejamos:

 

Cleusa trabalha no Recursos Humanos da Empresa Havana há 10 anos. Sempre foi responsável pela seleção dos colaboradores para posterior decisão do Gerente de RH.Com a abertura de uma vaga de Engenheiro Elétrico passou a convocar os concorrentes a vaga. Entre os melhores haviam pessoas bem experientes que estão desempregados há um tempo.

O mais capacitado e de melhores recursos técnicos é o Eng. Pedro Luiz de 53 anos. Estranhamente o Gerente optou por contratar o Engenheiro aposentado Fernando César, que na avaliação de Cleusa não preenchia os requisitos da empresa.

Cleusa inconformada questionou o Gerente sobre a escolha respeitosamente. O Gerente foi enfático:

– Cleusa com a reforma da Previdência não seremos mais obrigados a recolher FGTS do novo engenheiro pois ele já aposentado. Como o salário dele é de r$10.000,00 a economia anual será de R$9.600,00 (8% de 10 mil=R$800,00 X 12 meses), além de no caso de dispensá-lo daqui a cinco anos a economia é de R$ 15.360,00 (Multa 40% do FGTS)

Cleusa não se contendo pergunta então:

Como o Eng. Pedro Luiz poderá se recolocar no mercado de trabalho? E como irá atingir o tempo para uma aposentadoria?

O Gerente responde friamente:

O que eu posso fazer? Eu não votei na Reforma.

 

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